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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Imzadi: 12/04/1996 - 31/05/2011

A primeira vez que vi a Imzadi, ela dançava em duas patinhas, feito bailarina. Foi amor a primeira vista.

A Segunda vez que vi a Imzadi, ela estava isolada em uma gaiolinha por ter mordido - e furado - a orelha do irmãozinho. Ela saiu da gaiola para entrar na minha vida.

São 15 anos de lembranças, a grande maioria boa, que ficam.

O brinquedo preferido, um hamburger, que virou 4º filho quando as orelhas nasceram. A "tromba", um osso dentro de uma meia velha que ela balançava até atirar longe - às vezes acertando a cabeça de algum desavizado (leia-se eu). O Snif, cachorro de pano que de companheiro de infância virou namorado. As corridas desenfreadas pelo jardim do prédio, fazendo o "circuito em 8" em volta dos canteiros. A raiva com a cachorra da casa em frente depois que foi atacada por ela.
O Romeu apaixonado (vira-lata, Simba) que fazia plantão sob minha janela mesmo no frio e na chuva. A paixão por queijo, iogurte e qualquer outro derivado do leite. O prazer com que comia lazanha de espinafre e brócolis - sem carne alguma. A felicidade dela ao, depois de morar em uma casa com pátio enorme, voltar para o apartamento onde cresceu e teve as orelhas...

Meu quase desespero quando ela baixou hospital para operar as duas cadeias mamárias por conta de câncer - única vez que ela não dormiu em casa, ao meu lado. O frio de bater queixo - literalmente - que sentia nos últimos tempos. A vez que quase a perdi por conta de um remédio - ela nunca voltou ao que era antes de tomá-lo.



Quinze anos em que meu raio de sol me acompanhou, nas boas e nas más horas, brincado comigo quando eu estava alegre, lambendo minhas lágrimas quando eu estava triste.




Minha filha canina, minha parceira de toda hora, minha fortaleza se foi. Meu raio de sol agora ilumina pra lá da Ponte do Arco-íris.



sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Imzadi e o Revimax

No post do dia 02/09, "Alterações comportamentais do cão idoso", comentei que a Imzadi tomaria Revimax para tentar melhorar os "sintomas" da senilidade. Pois bem, agora conto o resultado.

Ela piorou! Chegou ao ponto de parar de comer e beber água, parecia ter desaprendido como fazer essas coisas tão básicas. A vet. acreditou ser o desenrolar natural da senilidade, que o remédio não seria o responsável e chegou a cogitar a eutanásia, mas...

Resolvi suspender o medicamento e dois dias depois ela voltou a beber água sozinha! Eu estava até então fazendo ela beber em colheradas, uma hora ela - que estava aceitando bem beber assim - não quis mais, levantou e foi para o pote de água e bebeu com vontade.

Quatro dias depois da suspensão (e acredito que demorou mais porque eu a estava mimando com comidinhas - papinhas - gostosas) ela voltou a comer, ração, sozinha.
O sono, que estava completamente irregular, ainda está voltando ao normal. Os problemas de equilíbrio e motores ficaram na lembrança (e no susto).

Enfim, este post é principalmente para alertar a quem for dar Revimax para seu/sua cachorro(a). Conversem com o vet e sigam sua a recomendação, mas observem bem as reação do(a) velhinho(a)!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Doze anos atrás... (2)

Dona Zadi.
Imzadi sempre foi brincalhona e ativa. Adorava fazer o "circuíto número oito" no jardim (um canteiro redondo de cada lado da porta de entrada do prédio e ela correndo a toda velocidade e circulando os dois).
Pois ela "transou" com o namoradinho e... nunca mais fez o circuíto!
Parece que sabia que estava grávida e achava não podia se dar ao luxo daquela brincadeira infantil. =D
Na verdade do momento da "transa" em diante ela acalmou geral. Virou uma senhora que usava vestido para esconder a barriga. =)


O filho adotivo!
A Imzadi teve durante muito tempo um brinquedo especial, o mais adorado de todos: um hamburguer!
Quando as orelhinhas nasceram, o hamburguer se tornou o quarto filho da Imzadi, ficando no "berçario" e juntinho do quarteto o tempo todo.

Mamãe, vem nos buscar!
Imzadi não carregava as orelhinhas. Na primeira vez que tentou a Isis chorou e ela perdeu totalmente a coragem, então, quando ela queria trocar a turminha de lugar me buscava para que eu as levasse.

E a preferida é:
Do momento do parto até hoje Imzadi tem sua filha preferida. Ela sempre cuidou bem de todas mas a Isis recebeu cuidados especiais e extras desde o momento que saiu da placenta. Será que é por ser a única que nasceu "de bunda"?

Acredite se quiser...
Exatamente um ano após o nascimento das orelhinhas (já não tão "inhas"assim), pela manhã, durante aquele período de tempo que corresponderia entre um nascimento e outro, a Imzadi me acordou chorando. Do nada, sem razão alguma, ela simplesmente acordou, chorou e voltou a dormir.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Doze anos atrás...

O parto foi numa sexta-feira, na noite de quarta para quinta-feira já foi difícil. A Zadi (apelido carinho da Imzadi) estava com a respiração ofegante, inquieta, dava uns gemidinhos de... desconforto. Na quinta-feira pela manhã vomitou... fazia coco toda hora, sempre bem pouquinho, dava a impressão de estar querendo manter o intestino vazio.

Na quinta-feira para sexta-feira se repetiu, ela deitou "grudada" em mim. Parecia estar desconfortável, dava uns suspiros (meio gemido, meio expiração), estava muito inquieta, a respiração ofegante. Não dormimos até as 4h, quando ela se aquietou um pouco. Foi quando eu consegui dormir um pouco. Consciente o suficiente para ver que ela voltou a ficar inquieta, inconsciente o suficiente para não acordar de todo com isso.

As 5:30 acordei com minha mão molhada, tinha estourado a bolsa (ou algo parecido, sei lá!). A partir daí a Zadi não parou mais de andar até as 6:10min. quando a Inanna nasceu. Ela andava inclusive durante as contrações, consegui fazer ela deitar e duas contrações depois já comecei a ver a ponta do "focinhozinho" da Inanna.

A Zadi, deitada, continuou com a respiração ofegante, não gemia nem chorava. Até uma contração mais forte que fez a cabecinha da Inanna sair, ela deu um ganido só, o único durante o parto todo.

O resto foi rápido, outra contração fez passar o resto do corpo, a Zadi começou a lamber mas não sabia como abrir a placenta então eu "rasguei" e deixei ela comer. Ela lambia a Inanna mas não cortava o cordão... lá fui eu cortar, conforme a Veterinária me ensinou: apoiando no dedo índicador e passando a unha do polegar, devagar e sem forçar demais (desta forma a pressão dos dedos corta a circulação, evitando ter que amarrar) a distância foi meio na adivinhação, mais ou menos um dedo do corpo da nenê.
Consegui levar a Zadi para o "berçário" levando a Inanna, que foi mamar em seguida. As contrações recomeçaram e as 6:30min. nasceu a Ísis, de bundinha. Repeteco geral, ajudei a abrir a placenta e cortar o cordão, a Zadi lambeu e pôs para mamar.


Apalpando a barriga da Zadi vi que tinha pelo menos mais um, mas a Zadi ainda não estava com contrações, aproveitei para puxar uma cadeira e sentar um pouco. Vi as contrações recomeçarem uns 10 min. depois, mas como estavam espaçadas continuei sentada... não demorou muito para Zadi começar a se lamber e me olhar, quando fui ver a Ivi já tinha nascido (7:25min). Desta vez a Zadi conseguiu abrir a placenta, mas eu tive que cortar o cordão.

Este foi o final. a partir daí eu só limpei o "pior" e deixei o "quarteto em I" descansar, fui terminar a limpeza a tarde. A Zadi mal precisou de um paninho úmido, o parto foi super limpo.

É isso, foi rápido e tranqüilo.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Imzadi se apresenta

Meu nome é Imzadi, nasci em 12/04/96 em Porto Alegre - RS - Brasil.
Sou do tipo mignon, meu pelo é dourado (mamãe me chama de pão de mel) com manchas brancas no nariz, até parece que tenho sardas.
Aos 2 meses vim morar com minha mamãe adotiva, e adorei a casa desde o princípio. Depois conto tudinho sobre como conheci mamãe.

Em janeiro de 1998 tive minhas 3 lindas filhas: Inanna, Ísis e Ivi. O pai é uma namorado passageiro que tive, digamos que foi... uma produção independente.


Das meninas, a princípio só a Ísis ficou comigo. Inanna vive com uma menina muito minha amiga e a Ivi foi viver com uma outra moça, mas não trataram bem o meu bebe, então ela voltou para casa e para o carinho da família. Infelizmente a perdemos em outubro passado.

Não recuso um bom prato de ração mas adoraria comer apenas queijo, galinha, brócolis, café com leite, biscoitos canino, osso - com tutano! - e a lazanha de espinafre que minha mãe faz.

Agora já sou uma senhora, com quase 14 anos, e a idade está se fazendo sentir. Tive alguns problemas de saúde mas aqui estou - alive and kicking - me apresentando e me preparando para contar como foi meu parto.

Até a próxima!
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