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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Meu valioso tempo
"O Valioso Tempo dos Maduros".
É do Mário de Andrade, mas expressa tão bem como me sinto que queria ter escrito.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Alfadogbeto
Bonito em casa, na petshop, no consultório veterinário...
Se eu tivesse em casa tudo que vejo com/sobre cães e gosto, meu apartamento teria todas as paredes cobertas. :P
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Humanos de Nova Iorque
Era para ser um censo fotográfico com 10.000 fotos de pessoas de Nova Iorque, mas quanto mais contato Brandon Stanton tinha com as pessoas mais o projeto se alterava e acabou como um blog com histórias de vida, relatos, citações e outras informações que tem milhares de seguidores do mundo todo.
Humans of New York, passe no site ou no tumblr para ver mais.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Mario Quintana, 106 anos
Nasci em Alegrete, em 30 de julho de 1906. Creio que foi a principal coisa que me aconteceu. E agora pedem-me que fale sobre mim mesmo. Bem! eu sempre achei que toda confissão não transfigurada pela arte é indecente. Minha vida está nos meus poemas, meus poemas são eu mesmo, nunca escrevi uma vírgula que não fosse uma confissão. Há ! mas o que querem são detalhes, cruezas, fofocas… Aí vai ! Estou com 78 anos, mas sem idade. Idades só há duas : ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a eternidade.
(Mario Quintana para a revista Isto É, 14/11/1984)
O Poeta é Belo
O poeta é belo como o Taj-Mahal
feito de renda e mármore e serenidade
O poeta é belo como o imprevisto perfil de uma árvore
ao primeiro relâmpago da tempestade
O poeta é belo porque os seus farrapos
são do tecido da eternidade
(Esconderijos do Tempo)
"O mais irritante em nos transformarem um dia em estátuas é que a gente não pode coçar-se."
(Mario Quintana para a revista Isto É, 14/11/1984)
O Poeta é Belo
O poeta é belo como o Taj-Mahal
feito de renda e mármore e serenidade
O poeta é belo como o imprevisto perfil de uma árvore
ao primeiro relâmpago da tempestade
O poeta é belo porque os seus farrapos
são do tecido da eternidade
(Esconderijos do Tempo)
"O mais irritante em nos transformarem um dia em estátuas é que a gente não pode coçar-se."
sábado, 2 de junho de 2012
domingo, 20 de maio de 2012
quarta-feira, 2 de maio de 2012
Com açúcar e com talento
A artista canadense Shelley Miller levou a idéia de arte urbana a um novo nível, criando elaborados murais completamente feitos de açúcar.
Usando glacê de bolo ela reproduz azulejos portugueses e cerâmicas. Inspirada pela caligrafia, arabescos, mosaicos antigos, arquitetura, templos, mesquitas e design têxtil, Shelley dá aos estilos destes elementos uma releitura em um meio solúvel em água.
As frágeis peças podem desaparecer a qualquer momento com a chuva, mas enquanto não desaparecem é possível ver crianças quebrando pedaços para comer.
Mais trabalhos de Shelley Miller no site e no blog dela.
Recomendo!
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 18 de abril de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
sábado, 24 de março de 2012
domingo, 18 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Dia nacional da poesia e dos animais
Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…
Os Poemas
Mario Quintana
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
Quando fechas o livro, eles alçam vôo
como de um alçapão.
Eles não têm pouso
nem porto;
alimentam-se um instante em cada
par de mãos e partem.
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,
no maravilhado espanto de saberes
que o alimento deles já estava em ti…
Os Poemas
Mario Quintana
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
Matéria de poesia
Todas as coisas cujos valores podem ser
Disputados no cuspe da distância
Servem para poesia
O homem que possui um pente
E uma árvore
Serve para poesia
Terreno de 10x20, sujo de mato - os que
Nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
Servem para poesia
Um chevrolé gosmento
Colecção de besouros abstémios
O bule de Braque sem boca
São bons para poesia
As coisas que não levam a nada
Têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo
Tem o seu lugar
na poesia e na geral
O que se encontra em ninho de joão-ferreira:
caco de vidro, grampos,
Retratos de formatura
Servem demais para poesia
As coisas que não pretendem, como
Por exemplo: pedras que cheiram
Água, homens
Que atravessam períodos de árvore,
Se prestam para poesia
Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
E que você não pode vender no mercado
Como, por exemplo, o coração verde
Dos pássaros
Serve para poesia
As coisas que os líquenes comem
-sapatos, adjectivos-
têm muita importância para os pulmões
da poesia
Tudo aquilo que a nossa
Civilização rejeita, pisa e mija em cima,
Serve para poesia
Os loucos de água e estandarte
Servem demais
O traste é óptimo
O pobre diabo é colosso
Tudo que explique
O alicate cremoso
E o lodo das estrelas
Serve demais da conta
Pessoas desimportantes
Dão pra poesia
Qualquer pessoa ou escada
Tudo que explique
A lagartixa de esteira
E a laminação de sabiás
É muito importante para poesia
O que é bom para o lixo é bom para a poesia
Importante sobremaneira é a palavra repositório;
A palavra repositório que eu conheço bem:
Tem muitas repercussões
Como um algibe entupido de silêncio
Sabe a destroços
As coisas jogadas fora
Têm grande importância
-como um homem jogado fora
Aliás é também objecto de poesia
Saber qual o período médio
Que um homem jogado fora
Pode permanecer na terra sem nascerem
Em sua boca as raízes da escória
As coisas sem importância são bens da poesia
Pois é assim que um chevrolé gosmento chega
Ao poema, e as andorinhas de junho.
Manoel de Barros
Disputados no cuspe da distância
Servem para poesia
O homem que possui um pente
E uma árvore
Serve para poesia
Terreno de 10x20, sujo de mato - os que
Nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
Servem para poesia
Um chevrolé gosmento
Colecção de besouros abstémios
O bule de Braque sem boca
São bons para poesia
As coisas que não levam a nada
Têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo
Tem o seu lugar
na poesia e na geral
O que se encontra em ninho de joão-ferreira:
caco de vidro, grampos,
Retratos de formatura
Servem demais para poesia
As coisas que não pretendem, como
Por exemplo: pedras que cheiram
Água, homens
Que atravessam períodos de árvore,
Se prestam para poesia
Tudo aquilo que nos leva a coisa nenhuma
E que você não pode vender no mercado
Como, por exemplo, o coração verde
Dos pássaros
Serve para poesia
As coisas que os líquenes comem
-sapatos, adjectivos-
têm muita importância para os pulmões
da poesia
Tudo aquilo que a nossa
Civilização rejeita, pisa e mija em cima,
Serve para poesia
Os loucos de água e estandarte
Servem demais
O traste é óptimo
O pobre diabo é colosso
Tudo que explique
O alicate cremoso
E o lodo das estrelas
Serve demais da conta
Pessoas desimportantes
Dão pra poesia
Qualquer pessoa ou escada
Tudo que explique
A lagartixa de esteira
E a laminação de sabiás
É muito importante para poesia
O que é bom para o lixo é bom para a poesia
Importante sobremaneira é a palavra repositório;
A palavra repositório que eu conheço bem:
Tem muitas repercussões
Como um algibe entupido de silêncio
Sabe a destroços
As coisas jogadas fora
Têm grande importância
-como um homem jogado fora
Aliás é também objecto de poesia
Saber qual o período médio
Que um homem jogado fora
Pode permanecer na terra sem nascerem
Em sua boca as raízes da escória
As coisas sem importância são bens da poesia
Pois é assim que um chevrolé gosmento chega
Ao poema, e as andorinhas de junho.
Manoel de Barros
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